Jornal Laboratório


OraProNobis - novembro a dezembro de 2012

Jornal-laboratório do curso de Comunicação Social – Jornalismo, UFSJ.

Os jornais-laboratórios são obrigatórios nos cursos de Jornalismo desde 17 de outubro de 1969, quando o Decreto-lei nº. 972 regulamentou a profissão de jornalista. Eles se tornaram um dos principais instrumentos de aprendizagem para os alunos e contribuíram bastante para a consolidação das graduações por se consolidarem como ambiente de prática no qual se simula rotinas produtivas de uma redação jornalística.

Após muitas discussões, optou-se por um jornal voltado para a comunidade externa da UFSJ, uma vez que São João del-Rei e arredores possuem larga tradição cultural e  política. O próprio nome do jornal é uma afirmação dessa identidade regional: Ora-pro-Nobis, termo em latim que significa “Rogai por Nós”. Em São João del-Rei e região, essa expressão latina também tem outro sentido que vai além da tradição católica por batizar uma planta rica em proteína, que dá consistência a um prato típico da culinária local, a galinha com ora-pro-nobis. O nome do jornal-laboratório surgiu entre dezenas de sugestões dos alunos. Após uma longa lista de nomes, partiu-se para a escolha que se deu por votação aberta e defesa do voto.

A criação de um jornal-laboratório, antes de tudo, pressupõe liberdade editorial. Isso significa dizer que a publicação não deve se confundir com um house organ, que são informativos para a divulgação de notícias de interesse de uma empresa, ou um periódico que concentre atenção nos eventos exclusivos da UFSJ. As pautas são voltadas para um público amplo, levando em consideração a cultura são-joanense e da região.

Os textos, em sua maioria, seguem os preceitos da linguagem jornalística padrão, objetivando a clareza e a concisão. Em casos especiais e em espaços destinados à opinião, como crônicas, artigos e editoriais, os participantes terão a liberdade de escrever textos adjetivados e usar recursos literários.

Do projeto gráfico também constam fotografias, charges, caricaturas, desenhos e pinturas. O material fotográfico é produzido por estudantes que já tenham cursado a disciplina básica “Linguagem Fotográfica”, enquanto as charges, caricaturas, desenhos e pinturas serão elaborados por estudantes e colaboradores.

Recurso essencial do jornalismo contemporâneo, a fotografia editada com destaque é o principal elemento visto na página. As principais qualidades do fotojornalismo são o ineditismo, o impacto, a originalidade e a plasticidade. No jornalismo, o valor informativo é mais importante que a qualidade técnica de uma foto, no entanto, a linha editorial do jornal-laboratório tem por princípio valorizar o atributo estético da imagem.

Fotos “produzidas” são publicáveis, desde que não comprometam o valor documental dos fatos. Elas podem ser utilizadas principalmente em matérias especiais, perfis, retratos etc. Em geral, os jornais impressos devem evitar montagens fotográficas. Em casos de matérias especiais, o leitor deverá ser informado que se trata de uma montagem feita a partir de fotografias (informar os créditos das imagens utilizadas).

Devem-se evitar títulos e legendas no interior das imagens, a menos que seja capa-pôster, fotografia de página-dupla ou de proporção que justifique a inclusão do texto. É preferível usar uma foto grande a duas pequenas. Sugere-se evitar a edição de fotos lado a lado sem relação entre si. O crédito é um direito do fotógrafo, portanto, obrigatório.

O trabalho no jornal-laboratório é dividido da seguinte forma:

Diagramador. Responsável pelo desenho das páginas e pela pesquisa gráfica. Como se trata de um jornal-laboratório, a cada número inovações gráficas-editoriais devem ser sugeridas. 

Repórter fotográfico.  Responsável pela elaboração de pautas fotográficas, junto com o editor e o repórter. Deve se preocupar com todo o processo de produção de informações: levantamento de pautas, produção de imagem, coleta de dados para legenda e elaboração de um texto (quando for necessário) e edição.

Repórter. Responsável pela apuração e redação das notícias em seus variados formatos.

Editor. Responsável pela edição, ou seja, distribuição das notícias nas páginas, acompanhamento do projeto gráfico, reelaboração de títulos, legendas, solicitação de reelaboração de matérias ou mudança de angulação.

Revisor ou copidesque. Responsável pela leitura e correção de todos os textos da edição, incluindo manchetes, olhos, legendas, foguetes, box, etc.   

Pauteiro. Responsável por pensar os assuntos que vão virar notícia. Elabora a pauta com ou sem alguma produção.

As editoriais são divididas pelos blocos temáticos como política, economia, turismo, cultura, esportes, cidades, opinião, ensaio fotográfico e perfil.

Projeto gráfico: jornal no formato tablóide (A3, com dimensões: 28cm x 43cm), oito páginas em policromia, papel offset, gramatura 120.

O jornal-laboratório conta com uma equipe formada por:

  • Editora: Juliana de Castro Millen
  • Subeditores e revisores: Ana Gabriela Oliveira, Ana Luiza Santos, Íris Marianelli, João Eurico, Marcelo Alves e Mariele Velloso
  • Editor de arte: Ivan Vasconcelos Figueiredo
  • Arte e diagramação: Isadora Brito, Marina Farias, Pedro D´Angelo Resende e Stephanne Fernandes
  • Charge: Rodrigo Antunes
  • Repórteres e pauteiros: Adriano Moura, Ana Gabriela Oliveira, Ana Luiza Santos, Ana Pessoa Santos, Atner Maia, Carol Argamim Gouvêa, Cecília Santos, Douglas Caputo, Íris Marianelli, João Eurico, Marcelo Alves, Mariele Velloso, Quéfrem Vieira, Régis Melo, Stephanne Fernandes e Tiago Araújo