Adultização infantil: o que é, quais os riscos e como denunciar

Publicada em 24/08/2025

Recentemente, com a publicação de um vídeo-denúncia do youtuber Felca, ganhou força no país o debate sobre exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais, em especial a adultização infantil.

Hoje, no Dia da Infância, 24 de agosto, a UFSJ ressalta que a adultização infantil não é arte; expor crianças a hábitos de adultos não é bonitinho; e a superexposição delas em redes sociais não é inofensiva.

Vamos entender melhor por que nossas crianças correm sérios riscos, seja por ação de criminosos ou a partir de hábitos comuns e aparentemente inofensivos.

- Adultização infantil tem consequências: 
Quando crianças são estimuladas a se comportar como adultos, por exemplo por meio de trabalho e responsabilidades, elas perdem o “direito à infância”, pulam etapas na vida, podem desenvolver traumas. A adultização pode ocorrer, ainda, na forma de erotização e sexualização da criança.

- Sexualização infantil na internet: 
Crianças são exibidas nas redes expondo corpos, simulando danças sensuais ou até namoro. Pode despertar o interesse de pedófilos.

- Riscos da exposição infantil nas redes:
A exibição de crianças em situações que parecem inofensivas pode ser interpretada de forma distorcida e atrair pedófilos

- Trabalho infantil:
Na era das redes sociais, crianças produzem conteúdo para internet, muitas vezes gerando renda para adultos, o que pode se caracterizar como trabalho infantil.

O que podemos fazer?

- Ficar de olho 
- Evitar expor nossas crianças a riscos
- Acompanhar as ações de nossos representantes políticos

E, claro, denunciar! São vários os caminhos para denúncias. O Disque 100 atende violação de direitos humanos (inclusive abuso sexual infantil), e a denúncia é anônima. Você também pode procurar o Conselho Tutelar da sua cidade. Cada rede social tem seu caminho para denúncia. Sempre que possível, reúna o máximo de provas que conseguir.