Reinauguração do Centro Cultural comemora os 25 anos da UFSJ com exposição "Vestes Sagradas"

Mostra vinda de São Paulo apresenta paralelos entre o vestuário sacro de São João del-Rei e do mundo

A partir das 20h do dia 29 de março (quinta-feira), o Centro Cultural da UFSJ abre a exposição Vestes Sagradas, como parte das comemorações dos 25 anos da universidade. A mostra itinerante, inaugurada no Museu de Arte Sacra de São Paulo em 2011, é uma coletânea de vestimentas religiosas através dos tempos em várias partes do mundo, e conta com a curadoria de Percival Tirapeli, professor titular em Artes Visuais da Unesp, em São Paulo. Durante o mês de abril, serão realizadas também três palestras com temáticas ligadas à arte sacra.
Segundo Suely Franco, produtora cultural da UFSJ, a escolha desta exposição para abrir as comemorações dos 25 anos da universidade justifica-se pela importância da arte sacra e do destaque dos objetos litúrgicos e artísticos na história cultural da região. “Além disso, a exposição proporcionará uma atividade em perfeita consonância com a atmosfera religiosa vivida pela cidade neste período de Quaresma e Semana Santa, proporcionando um maior conhecimento do significado da inserção dos ornamentos artísticos nas vestes litúrgicas dos ofícios religiosos”, explica a produtora.
A exposição consiste em vestimentas que foram usadas nas celebrações litúrgicas da Igreja Católica desde os seus primórdios e que evoluíram de acordo com o aumento da riqueza e brilho conferido aos cultos. As peças têxteis apresentam-se contextualizadas e ambientadas, ao lado de importantes obras de arte como pinturas, esculturas e oratórios. A mostra inclui ainda uma linha do tempo, na qual se apresentam os mais importantes momentos da arte sacra em vestimentas e tecelagem e também o desenvolvimento do tecido utilizado nas peças que, com o tempo, se tornaram mais sofisticadas através do uso de sedas, brocados e veludos, enquanto na ornamentação passaram a ser utilizados bordados e aplicações em ouro e prata.
Trinidad Sanjose Mitjans, sócia-gerente da D&A - Decorações e Artesanato Litúrgico , de São Paulo( SP), empresa responsável pela exposição, explica que esta é uma evidência da interação entre arte, história, liturgia e teologia. “É uma exposição inédita por reunir culturas e influências, colônias que com sua arte e sua espiritualidade foram muito além do legado dos colonizadores. Esta história merece ser contada e admirada para fortalecer o pioneirismo e a criatividade do nosso povo”, ilustra Trinidad.

A  indumentária

Na exposição, encontram-se instrumentos de bordar e tecer, modelos diferenciados, casulas e capas pluviais, entre elas uma de um bispo peruano do século XVII. Tal peça, muito preciosa e bela, utiliza plaquetas de ouro - material abundante na região andina à época colonial. Destacam-se também roupas de João Paulo II, de Bento XVI, alfaias utilizadas pelo Papa na missa de Aparecida, um toalha de altar com renda dourada do séc. XVIII e um Compêndio da Sagrada Escritura (em latim), datado do ano de 1706.
Quanto à importância da exposição para a cidade, Suely explica que, ao exibir esses trajes, o Centro Cultural da UFSJ apresenta a evolução de uma tradição universal, mas também de um patrimônio artístico e histórico local. “São João del-Rei é marcada por um contexto de forte religiosidade e agora terá a oportunidade de refletir sobre os sentidos da arte têxtil como patrimônio sacro. Será interessante notar a sintonia da exposição com o rico patrimônio de vestes sagradas da cidade, utilizadas nas cerimônias solenes das diversas festas religiosas que acontecem durante o ano”.

As palestras

Além da restauração total do prédio - que valoriza um importante patrimônio arquitetônico -, da instalação de um elevador, que atenderá à política de inclusão da UFSJ, e da exposição, a reinauguração do Centro Cultural contará também com três palestras a ser realizadas durante o mês de abril na Sala de Multimídia: no dia 12, 19h, acontecerá a palestra “O encantamento do belo em Aristóteles”, com Maria Cecília Migliaccio, pedagoga e mestre em Filosofia, pela Universidade de Brasília e pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz, de Roma; no dia 19, 19h, é a vez de “A Casula como documento histórico”, com Fernanda Camargo Giannini, historiadora pela Universidade Federal de São Paulo e pesquisadora da exposição Vestes Sagradas; e, no dia 26, 19h, “Arqueologia e simbolismo cristãos”, com Mônica Perin Diez, formada pela Fundação Armando Alvares Penteado, mestre em antropologia pela Universidade Anhembi Morumbi e especialista em Ciências Humanísticas pela Pontifícia Universidade de Santa Cruz, de Roma, fecha o ciclo de palestras.
Vestes Sagradas continuará em exposição até o dia 1° de maio. Para quaisquer informações sobre a exposição, as palestras ou o Centro Cultural, o telefone (32) 3379-2500 se encontra disponível.


 


Publicada em 20/03/2012
Fonte: ASCOM

 Voltar