"De solo em solo": espetáculos, bate-papo, oficina e colóquio no Teatro da Pedra

O final de semana dos dias 23 e 24 vai ser um prato cheio para quem gosta de teatro. O projeto "De solo em solo", parceria entre o Núcleo A Poética do Invisível (Napi/UFSJ) e a Cia Passo a 2 de Teatro, promove os espetáculos "Eu nunca mais vou voltar por aí" e "Medea Mina Jeje", sempre às 20h, no Teatro da Pedra, em São João del-Rei. De quebra, estão programados bate-papo, oficina e colóquio nas mesmas datas. As peças têm como tema as relações com a tradição.

Listamos cada uma das atividades previstas, para que você possa se organizar e não perder nada. Confira:

Espetáculos

Acontecem no sábado, 23, e no domingo, 24, às 20h. O ingresso é R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Eu nunca mais vou voltar por aí - Após um desentendimento com a mãe, uma filha vai embora de casa. Segue por trajetos desconhecidos e busca trazer à luz um novo caminho, dizendo, cantando e perguntando coisas para e por mães, revivendo e enterrando memórias. Inspirada em escritos de Rubem Alves, Ingmar Bergman, Marina Colasanti e Fernando Pessoa, o ponto de partida da peça foi o estudo da canção popular, sua relação com a dramaturgia do ator e as diferenças existentes entre cantar em uma cena de teatro e em um show musical. A montagem traz à tona a questão sobre a reprodução inconsciente de valores no núcleo familiar. Com atuação de Maria Cordélia e reelaboração de Cacá Carvalho.

Medea Mina Jeje - Ao saber que seu filho Age seria perseguido, mutilado e novamente aprisionado à boca de uma mina, a escrava Medea decide sacrificá-lo, na tentativa de libertá-lo da própria sina. Lançada outra perspectiva sobre a figura da Medeia, o espetáculo traça uma ponte com alguns dados históricos e culturais de negros escravizados em Minas Gerais no século XVIII. Em diálogo com os estudos realizados pelo Napi UFSJ, este trabalho é um canto ao potencial de vida e criação que há em tudo. Com atuação de Kenan Bernardes, texto de Rudinei Borges e direção de Juliana Monteiro.

Bate-papo

Com o tema “Tradição - ruptura e reconhecimento”, o bate-papo será acerca da reprodução de formas de pensamento e vida que se convertem em um único caminho; a reflexão de como tem sido possível questionar essas verdades e um olhar para a tradição como resgate da potência do ser. A mediação é do Coletivo Carcará – Marcha Mundial das Mulheres. A conversa acontece logo após os espetáculos, no sábado e no domingo.

Oficina

“O canto e os processos sanadores da voz a partir da Escola do Desvendar da Voz” será ministrada pela Cia Passo a 2 de Teatro, no domingo, 24, das 10h às 13h. São 30 vagas e o público-alvo abrange pessoas com interesse no canto como veículo artístico, sanador e de autoconhecimento. Não requer experiência prévia. Inscrições até dia 22 de setembro, R$ 60. Informações: ciapassoa2@gmail.com

Colóquio

“Dramaturgia, memória e história oral”, colóquio com o dramaturgo Rudinei Borges, abre 80 vagas para domingo, 24, das 15h às 18h. O público-alvo são dramaturgos, atores, performers, pesquisadores, arte-educadores, estudantes de teatro, escritores e historiadores. Inscrições até dia 22 de setembro. A contribuição é voluntária. Informações: ciapassoa2@gmail.com

Rudinei Borges, autor indicado ao Prêmio Shell de Teatro 2016 pela dramaturgia de Dezuó, breviário das águas, é poeta, dramaturgo e ficcionista. Diretor e pesquisador de teatro. Autor dos livros Memorial dos meninos, Dentro é lugar longe, Teatro no ônibus e Chão de terra batida. Fundador do Núcleo Macabéa, no qual coordena pesquisa poético-cênica em história oral de vida, com residência artística na Favela do Boqueirão em São Paulo. Dentre outras peças, escreveu: Epístola.40: carta (des)armada aos atiradores; Luzeiros; Revolver; Fé e Peleja; Agruras, ensaio sobre o desamparo; Silêncio. Colaborou dramaturgicamente com o Coletivo Negro, a Cia. do Miolo e a Trupe Sinhá Zózima. Assina críticas de teatro e edita a página Alzira re(vista).


Publicada em 13/09/2017
Fonte: ASCOM

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