Inverno Cultural para artesãos e mestres de saberes

Festival lança edital que abre espaço para mutirão de cultura que valoriza arte popular

Oficina de serigrafia no 30º Inverno Cultural UFSJ. Foto: Cléo Moraes

Um dos pilares da Universidade é a troca de conhecimento para além de seus muros. Como forma de valorização da arte popular, o Inverno Cultural deste ano promove o Mutirão Cultural Ecologia dos Saberes, que leva ao Fortim dos Emboabas exposições, contações de histórias e oficinas de trabalhos manuais e voltadas para expressões culturais. As atividades serão conduzidas por mestres dos conhecimentos tradicionais, artistas, artesãos locais, trabalhadores de reconhecido valor artístico e/ou cultural.

Inédito até então no festival, o edital contempla artistas que desenvolvem práticas e saberes populares, como forma de valorizar trabalhos à margem do reconhecimento mercadológico. “Calcado no conceito de Ecologia de Saberes de Boaventura de Souza Santos, promove uma troca de conhecimentos e práticas entre os sujeitos, de modo a reconhecer e dar voz e lugar para saberes que são considerados inválidos socialmente”, explica o coordenador geral do evento e pró-reitor de Extensão e Assuntos Comunitários, Ivan Vasconcelos.

Segundo Ivan, o tema deste ano busca provocar a abertura às diferenças, a novas formas de compreender a arte. “Desde 2017, o Inverno Cultural UFSJ aumentou a ocupação de espaços públicos por meio da arte e cultura. Nesta edição, pretende-se ampliar os processos de relacionamentos e encontros de pessoas na e pela arte”.

O edital para submissão de propostas ao Mutirão Cultural Ecologia dos saberes já está disponível e pode ser acessado pelo site do Inverno Cultural. Atenção para o prazo: as inscrições estarão abertas por apenas uma semana, de 18 a 25 de março.

Veja, também, matéria publicada no site de notícias da UFSJ sobre abertura de editais de propostas artísticas do Inverno.

Interculturalidade acadêmica

Boaventura de Sousa Santos nasceu na cidade de Coimbra, em Portugal. Suas pesquisas questionam o modelo educacional vigente na contemporaneidade, aponta para a importância dos conhecimentos adquiridos fora das universidade e a valorização do hemisfério Sul nesse espaço. É professor catedrático jubilado da Universidade de Coimbra e aborda constantemente assuntos como Democracia, Direitos Humanos e Globalização.


Publicada em 11/02/2019
Fonte: ASCOM

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