Ecologia: projeto busca restaurar ambientes degradados nas Vertentes

Promover a restauração ecológica de ambientes degradados na Região Campo das Vertentes. Esse é o objetivo do “ Projeto Restaurar “, idealizado e desenvolvido pelos professores Gislene Carvalho de Castro, do Departamento de Ciências Naturais, Sérgio Gualberto Martins, do Departamento de Zootecnia, e pelo engenheiro agrônomo Paulo Roberto Silva.

Em atividade desde o ano passado, o projeto procura abrir espaço para subprojetos de pesquisa, ensino e extensão e sua primeira edição contou com a parceria da ONG “Criança Adolescente Cidadã” (Cac) e do ambientalista João Batista de Carvalho Neto. De acordo com o professor Sérgio Gualberto, essa ONG atendeu 1800 crianças em seus vários projetos de educação ambiental, além de escolinha de Karaté. O projeto Restaurar conta também com a parceria da Associação Regional de Proteção Ambiental de São João del Rei e de Lavras, com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio -Floresta Nacional de Ritápolis) e Instituto Estadual de Florestas (IEF).

Córrego Seco
A área de atuação do projeto está localizada na Unidade Avançada de Treinamento Ambiental do Sítio do Córrego Seco (UATASICS) em São Sebastião da Vitória, distrito de São João del – Rei. O Sítio do Córrego Seco apresenta área total de 4 hectares, sendo que destes, 3 hectares são áreas em estado de degradação. Estas áreas sofreram degradação por ocasião da construção da Ferrovia do Aço na década de 70.

Após criterioso diagnóstico, foram plantadas 2320 mudas de espécies nativas da região utilizando um total de 37 espécies. As mudas foram doadas para o plantio, sendo adotados dois modelos ecológicos de restauração desenvolvidos durante as disciplinas do curso de Ciências Biológicas da UFSJ. Estes plantios serão monitorados por vários anos, gerando dados para pesquisa e servindo de espaço para desenvolvimento de outros projetos de extensão e ensino.

Mãos na terra
Participaram deste plantio, além dos coordenadores, os alunos matriculados na disciplina “Restauração Ecológica de Ecossistemas Degradados”, oferecida no curso de Ciências Biológicas, e o ambientalista João Batista. De acordo com os , o projeto foi implantado em uma área de 1ha (aproximadamente um campo de futebol) e possui planejamento de implantação de mais 1 hectare em novembro deste ano, além de implementação de outras técnicas acessórias de restauração. O professor Sérgio destaca que esta área está inserida na Bacia do Rio Grande, que apresenta grande importância socioeconômica e ambiental para região.


Publicada em 11/04/2019
Fonte: ASCOM

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