Estudo pode tornar sensores e biossensores acessíveis à população

O professor Arnaldo César Pereira, do Departamento de Ciências Naturais (DCNAT) da UFSJ, realiza pesquisa sobre o desenvolvimento de sensores e biossensores eletroquímicos que visam determinar compostos de interesse clínico, farmacológico, ambiental e alimentício, entre outros. O estudo rendeu Bolsa de Produtividade financiada pelo CNPq e apoio de editais, como os da Fapemig.

De acordo com o pesquisador, é possível levar esses dispositivos à margem de um rio, por exemplo, e, em minutos, obter informações sobre a qualidade da água - se há contaminação por metais pesados, como chumbo e mercúrio. “Do ponto de vista clínico,  poderia também determinar a quantidade de ácido lático produzida por um atleta logo após uma partida de futebol, natação ou atletismo, e definir o protocolo de treinamento mais adequado para aquele atleta, no sentido de melhorar seu rendimento”, explica o professor, ressaltando a relevância dos estudos que coordena.

A pesquisa envolve desde a apuração dos materiais (síntese e caracterização morfológica) a serem utilizados na construção de cada dispositivo, até a otimização de todos os parâmetros experimentais, e também dos operacionais, ligados à técnica mais apropriada.

Segundo Arnaldo, um dos objetivos de sua área de pesquisa é desenvolver sensores economicamente viáveis, baseados em metodologias simples, que permitam a determinação de compostos pertinentes a diversas áreas do conhecimento, passíveis de trazer benefícios à população de forma geral.

 

Resultados

Durante o mestrado, a aluna Juliana de Fátima Giarola, orientanda do professor Arnaldo, desenvolveu um biossensor para determinar níveis de ácido úrico. Ao ser aplicado em uma amostra de urina, permitiu constatar resultado idêntico ao obtido por um laboratório de análises clínicas de São João del-Rei. Com a diferença de ser um mecanismo consideravelmente mais simples e barato.

 

Bolsista de Produtividade

O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq) oferece esse benefício financeiro a pesquisadores de todo o país, com o intuito de valorizar a produção científica brasileira.

 



 

Essa reportagem faz parte de uma iniciativa de divulgação científica

da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (Prope)

 


Publicada em 07/06/2019
Fonte: ASCOM

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