Professor da UFSJ é homenageado pelo Conselho Federal de Enfermagem

Anualmente, o Conselho Federal de Enfermagem oferece o prêmio Anna Nery aos profissionais de todo o país que tenham se destacado no exercício da profissão. Neste ano, o professor de Enfermagem da UFSJ, Alexandre Ernesto, foi homenageado, por seu trabalho de referência na área de cuidados paliativos. A cerimônia fez parte do 22º Congresso Brasileiro de Conselhos de Enfermagem, em Foz do Iguaçu, no dia 13 de novembro.

O professor se mostra bastante orgulhoso por receber a honraria, que considera uma prova de que está no caminho certo. “É motivador ser exemplo para outras pessoas, principalmente para meus alunos, no cuidado com os pacientes”, afirma. A experiência o alimenta de “energia sem fim” para continuar seu trabalho, mesmo entendendo que a premiação não deve alterar suas posturas.

“Sempre fui da Educação. Mesmo na docência, me dedico muito à extensão. Trabalho o cuidar do outro”, conta o professor, que é também coordenador do projeto de extensão “Bem-Cuidar: cuidado e educação em saúde para acompanhantes/cuidadores de pacientes oncológicos”, que busca trabalhar em prol da qualidade de vida desses pacientes em seus domicílios. Sua linha pedagógica é baseada na Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, e nos princípios do ciclo de aprendizagem vivencial.

Ao longo de sua carreira acadêmica, Alexandre se dedicou aos estudos sobre cuidados paliativos e humanização da assistência em saúde, com especificação na atenção domiciliar a residentes das periferias das cidades. Em suas palavras, trata-se do cuidado focado na pessoa, em sua dignidade humana: “O que nos dá condições de valorizar pequenos detalhes para além da doença ou do tratamento, mantendo a dignidade de se continuar vivo.”

Cuidados paliativos
Desde 2002, a Organização Mundial da Saúde definiu cuidados paliativos como “a assistência promovida por uma equipe multidisciplinar, diante de doença que ameace a vida, por meio de prevenção e alívio do sofrimento, identificação precoce, avaliação impecável e tratamento de dor e demais sintomas”. Dessa forma, entende-se que esse tratamento possa atuar em problemas que surgem ao longo da evolução das doenças em fases terminais.

Nascida em 13 de dezembro de 1814, Ana Justina Ferreira Neri serviu como voluntária na Guerra do Paraguai (1864-1870). Deixou sua província para acompanhar os três filhos que foram convocados para a guerra. Prestou serviços em hospitais militares em Salto e Corrientes (Argentina), Humaitá e Assunção (Paraguai). Ana Neri é considerada a primeira enfermeira do Brasil e, por isso, foi homenageada como patrona da Enfermagem no país. Minas Gerais é o terceiro estado com maior número de profissionais de enfermagem em ação: 185 mil; em todo o Brasil, são 2,2 milhões. Oferecido pelo Conselho Federal de Enfermagem desde 2012, o Prêmio Anna Nery agraciou 30 pessoas neste ano.


Publicada em 09/12/2019
Fonte: ASCOM

 Voltar