Pesquisa da UFSJ ganha 1º lugar em prêmio nacional de Avaliação Psicológica e Justiça Social

Publicada em 30/10/2025

A Escala de Funcionamento Adaptativo (EFA), desenvolvida pela professora Mônia Aparecida da Silva, do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFSJ (PPGPSI), em coautoria com as pesquisadoras Thais Selau e Denise Ruschel Bandeira (UFRGS), foi reconhecida nacionalmente com o 1º lugar na categoria Testes Psicológicos do Prêmio Profissional Avaliação Psicológica e Justiça Social, promovido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Também contribuíram com os estudos, o doutorando em Psicologia da UFSJ,  Matheus Silva Prenassi e a egressa da graduação em Psicologia na UFSJ, Lidia Figueiredo dos Santos. 

O prêmio é a mais importante iniciativa do país dedicada a destacar práticas e pesquisas que utilizam a avaliação psicológica como instrumento de garantia de direitos, inclusão e equidade social. O resultado foi divulgado no Edital nº 12/2025, publicado no Diário Oficial da União.

O trabalho premiado, intitulado Escala de Funcionamento Adaptativo EFA: estudos psicométricos e aplicações clínicas em Transtornos do Neurodesenvolvimento, tem origem na tese de doutorado da pesquisadora Thais Selau, orientada pela professora Denise Bandeira e coorientada pela professora Mônia Silva.

A premiação acontece em Brasília e está prevista para o dia 22 de novembro, no  7º Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão.

Escala de Funcionamento Adaptativo
A EFA é um instrumento brasileiro inédito para avaliação do funcionamento adaptativo de crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, aspecto central no diagnóstico de Deficiência Intelectual e Transtornos do Neurodesenvolvimento, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A escala foi construída com rigor científico, baseada em amostras de diferentes regiões do país e com linguagem adaptada à realidade cultural brasileira, o que a torna mais justa, acessível e precisa em comparação a instrumentos traduzidos de outros contextos.

Disponível tanto em formato digital quanto impresso, a EFA já vem sendo utilizada em clínicas, serviços públicos de saúde e contextos educacionais. Seu uso contribui para diagnósticos mais confiáveis e intervenções precoces, fortalecendo políticas públicas de inclusão e o acesso de crianças em situação de vulnerabilidade social a avaliações qualificadas.

De acordo com a professora Mônia, “além de permitir identificar déficits, a escala possibilita mapear habilidades preservadas e potenciais, subsidiando intervenções individualizadas que promovem autonomia, participação social e qualidade de vida. O instrumento também favorece o planejamento de estratégias terapêuticas específicas, considerando que o funcionamento adaptativo é um construto mais sensível a mudanças do que a inteligência em si.”

A professora comentou ainda que “o reconhecimento concedido pelo CFP reforça a relevância científica e o impacto social direto do trabalho, reafirmando o papel das universidades públicas brasileiras, como a UFSJ, na produção de conhecimento ético, transformador e comprometido com a justiça social.”

O combo EFA (livro de instruções e aplicação online) está disponível para aquisição no site da Vetor Editora.

Curiosidade sobre a logomarca EFA

Mônia nos conta que cada elemento da logo foi pensado para comunicar visualmente os aspectos principais da EFA, reforçando a conexão entre o design e os domínios avaliados pelo instrumento. Assim como o instrumento, a identidade visual é uma produção  legitimamente brasileira.

A letra E é desenhada no formato de uma pessoa e simboliza o domínio social. A letra F pode ser interpretada como uma mesa de trabalho vista de cima, com dois lugares, ou como uma atividade de caligrafia, representando o domínio conceitual. A letra A remete a uma casa ou cabana, ilustrando as atividades da vida cotidiana e representando o domínio prático.