Trabalho da UFSJ é 1º lugar no Congresso Mineiro de TEA na Atualidade

Publicada em 03/12/2025

Representando o programa de extensão Paludicon, a graduanda em Psicologia na UFSJ, Kathleen Elias, obteve o primeiro lugar entre os trabalhos científicos apresentados no 1° Congresso Mineiro de TEA na Atualidade, realizado em Belo Horizonte entre 15 e 17 de novembro.


Sob a orientação da professora Alessandra Pimentel, o trabalho A importância do brincar no desenvolvimento infantil: às crianças com TEA (Transtorno do Espectro Autista) expôs reflexões fundamentadas acerca do papel do brincar como elemento estruturante do desenvolvimento infantil, com ênfase em sua relevância para crianças com Transtorno do Espectro Autista. A contribuição, alinhada às ações extensionistas da UFSJ, foi reconhecida por meio da premiação.


Para Kathleen, participar do evento foi uma experiência extremamente enriquecedora. “Representar o programa foi uma grande oportunidade de mostrar o trabalho que temos desenvolvido, além de ampliar minhas experiências e agregar visibilidade ao meu currículo acadêmico.” Ela também comenta que esse foi o primeiro congresso do qual participou e também a primeira vez que teve a chance de submeter um trabalho. “Receber a premiação foi uma alegria imensa e um reconhecimento muito significativo de tudo o que venho construindo ao longo da minha graduação. Sem dúvida, uma vivência marcante e de grande importância para a minha formação.”


A alegria é compartilhada com Alessandra Pimentel, coordenadora do Paludicon: “Ganhar  prêmio é uma oportunidade para que haja uma visibilidade do trabalho que a gente tem executado. Muitas vezes a gente se depara com pessoas que nem sabem que o TEA existe, então é sempre bom alcançar um público maior”, analisa. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta a comunicação social e o comportamento, e a Psicologia tem um papel importante no diagnóstico, tratamento e apoio. 


Kathleen explica a importância de um evento sobre TEA. A compreensão sobre ele ainda está em constante construção, e novas pesquisas ajudam a ampliar e atualizar o olhar clínico, educacional e social. “Estudar o TEA permite que profissionais identifiquem necessidades específicas, desenvolvam intervenções mais eficazes e promovam práticas baseadas em evidências, além de contribuir para combater estigmas e aproximar a sociedade de uma visão mais inclusiva e realista das pessoas autistas.”


O Programa de Atividades Lúdicas em Diferentes Contextos (Paludicon) utiliza a ludicidade como eixo central para atender crianças em diferentes contextos, como casas lares, escolas públicas, crianças autistas e membros da comunidade acadêmica. O programa está em atuação desde 2021 e a equipe é formada por graduandos dos cursos de Psicologia, Pedagogia, Teatro, Música e Artes. A graduanda faz parte da equipe como extensionista e bolsista responsável pelo eixo TEA, e atua no Paludicon desde o início do semestre de 2025.

 

Texto e Arte: Lívia Antoniazzi