UFSJ sedia colóquio sobre Inquisição no Brasil

Publicada em 09/12/2025

O Centro Cultural UFSJ receberá, nos dias 19 e 20 de dezembro, o II Colóquio Peccata Mundi: as denúncias ao Tribunal da Inquisição (Brasil, séculos XVIII-XIX). A participação é gratuita e possui certificado, mediante inscrição prévia.


A programação reúne mesas, debates e apresentações de estudos inquisitoriais, baseados nas denúncias feitas ao Tribunal da Inquisição de Lisboa, referentes ao Brasil, nos séculos 18 e 19. O evento é promovido pelo Programa de Pós Graduação em História (PGHIS/UFSJ), sob coordenação da professora Maria Leônia Chaves.


No sábado, 20, integrando o Colóquio, também ocorre o lançamento do livro "Em nome do Santo Ofício: inventário das denúncias inquisitoriais nos Cadernos do Promotor (séculos XVIII-XIX)”, de autoria da professora Maria Leônia. A cerimônia começa às 16h, também no Centro Cultural.

 

Segundo a organização, o Colóquio é uma oportunidade para se conhecer o ‘modo de vida’ da população brasileira nos anos 1700 e 1800: colonos e colonizados; homens e mulheres; indígenas, africanos e mestiços; leigos e sacerdotes.


As pesquisas exploram, de forma principal, os registros documentais da época. Os trabalhos se debruçam sobre os delitos e condutas tidas como “malsoantes” ou “desviantes” da conduta vigente. As ocorrências perpassam os campos da moral, da fé e da sexualidade.


Os interessados em receber o certificado devem fazer a inscrição através do e-mail coloquiopeccatamundi@gmail.com, informando o nome completo.


Tribunal do Santo Ofício


Popularmente, é comum que a Inquisição (ou Tribunal do Santo Ofício) seja associada ao continente europeu, referenciada, por exemplo, pela famosa “caça às bruxas”. Contudo, com os processos de colonização europeia, a Inquisição perseguiu, também, em territórios fora da Europa, como Brasil e Índia.


O Tribunal do Santo Ofício em Portugal atuou por 285 anos, operando no Brasil - até então, colônia - e demais locais que compunham o Império Português. Cerca de pelo menos 400 brasileiros foram condenados por práticas consideradas contrárias à fé católica, como o judaísmo, homossexualidade, bigamia e feitiçaria.

A programação completa e os horários das atividades estão disponíveis aqui.



Texto e Arte: Mariana Bessa