Cresce participação da UFSJ no Intercom Sudeste

Trabalhos apresentados por alunos da iniciação científica abordaram temas como políticas de comunicação do Campo das Vertentes, uso de fanpages pelos pré-candidatos às eleições de 2018, análise de obras de Eliane Brum e movimento feminista no ciberespaço

Na última semana, entre os dias 7 e 9, aconteceu o Intercom Sudeste 2018, em Belo Horizonte, na Universidade Fundação Mineira de Educação e Cultura (Fumec). A participação de alunos de iniciação científica da UFSJ, neste ano, cresceu: foram 12 trabalhos, sendo nove deles produtos derivados de projetos de iniciação científica, contra apenas cinco artigos relacionados em 2017.

Além das apresentações, o congresso reuniu diversas atividades como palestras, oficinas e minicursos. O evento, realizado pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), é uma das principais iniciativas voltadas para profissionais e acadêmicos de Comunicação.

Essa foi a primeira oportunidade do aluno Iuri Fontora para apresentar seu estudo, que abordou a comunicação no Campo das Vertentes no artigo “Sistemas e Políticas de Comunicação sob um viés regional: um estudo dos grupos de mídia no Campo das Vertentes em Minas Gerais”, com orientação do professor Luiz Ademir. “Estava ‘pisando em um lugar que eu não conhecia’, mas ao final deu tudo certo, pois, à medida em que os dias passam nos acostumamos, além de eu ter recebido os orientações necessárias do meu orientador”, conta.

Rebeca Oliveira, que apresentou o trabalho “Mídia e Eleições: o uso de fanpages pelos pré-candidatos às eleições 2018” em parceria com a aluna Ana Resende Quadros, também sob orientação do professor Luiz Ademir, destacou a produção da UFSJ. “Além da minha apresentação, também pude conferir outros grupos temáticos e ver como vai a produção acadêmica de outras universidades, e acho que a UFSJ está em posição de destaque na área”, observa.

Para Ana, que apresentou também o artigo “Descortinando o Invisível pelo Olhar de Eliane Brum: Análise das Obras ‘A vida que ninguém vê’ e ‘O Olho da Rua’”, com a orientação do professor Jairo Faria, a principal experiência ao participar do evento foi a troca de conhecimentos com alunos de outras instituições. “Como tive contato com pessoas que pesquisam temas similares aos meus, pudemos conversar e trocar conhecimento”, conta.

A aluna Daniela Mendes, autora do artigo “O Movimento Feminista e a entrada dos afetos no campo político na esfera pública ampliada do ciberespaço”, observou algumas falhas na organização do evento, mas conclui que a proposta de interdisciplinaridade foi cumprida. “A parte de mostrar minha pesquisa, de prepará-la para discutir com outras pessoas foi fantástica. Não dá pra ficar estudando no seu quadrado. Temos que pôr à prova o que estamos pesquisando”, constata.


Publicada em 13/06/2018
Fonte: ASCOM

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