Comissão de Análise divulga colaboração da comunidade para retomada

Em reunião na tarde desta sexta-feira, 17 de julho, a Comissão de Análise de Atividades Acadêmicas Emergenciais UFSJ Covid-19 apresentou à Congregação documento que traz a colaboração de técnicos, docentes e alunos para o debate das diretrizes que poderão balizar o cenário de retomada remota das atividades acadêmicas. O retorno de cada colegiado, unidade administrativa e instância de representação dos segmentos envolvidos foi enviado por meio de formulário específico. A discussão foi traduzida em Libras pelos intérpretes Oswaldo Rocha e Daiane Bispo.

A Congregação decidiu pelo encaminhamento deste documento - assim como de todas as respostas recebidas pela Comissão de Análise - ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Conep), instância regimental de deliberação pedagógica na Universidade, à qual será apresentada também proposta para a manifestação de representantes da comunidade durante os debates. Na avaliação da pró-reitora de Ensino de Graduação, Elisa Tuler, o documento sintetiza o caminho trilhado até agora. “Foi um trabalho árduo, intenso e produtivo, que se concretizou graças ao empenho dos 25 integrantes da Comissão.”

Enquanto as diretrizes eram debatidas coletivamente nas várias esferas representativas, Elisa e equipe se reuniram com todos os setores técnicos ligados ao suporte das atividades acadêmicas. “Foram mais de 20 reuniões, em que falamos sobre os desafios que a pandemia trouxe para as rotinas letivas e administrativas da UFSJ”, afirmou.

Nos encontros de trabalho da Comissão, não foi diferente. A professora Romélia Alves Souto, representante do curso de Matemática, lembrou que houve reuniões que chegaram a durar 10 horas, quando as respostas da comunidade estavam sendo consolidadas. O pró-reitor adjunto de Ensino de Graduação, Vicente Leão, vê nesse processo a construção coletiva que norteou a agenda da Comissão de Análise. “O documento não é consensual entre os segmentos, mas buscou garantir transparência e espaço de fala para todos.”

A colocação da representante discente Alessandra Braich (Campus Alto Paraopeba) segue nessa direção, destacando a participação ativa de seus colegas, dos professores e dos técnicos na defesa das garantias de segurança à vida e da não precarização do ensino superior público. “Vamos apresentar ao Conep pedido para que o debate tenha lugar também no Conselho Universitário”, anunciou.

“O que podemos fazer?”
Antes dos encaminhamentos finais da pauta da Congregação, o reitor Marcelo Andrade reafirmou o compromisso com o resgate institucional dos espaços de discussão sobre questões que se impõem à Universidade brasileira no contexto de tantas complexidades que a Covid-19 nos apresenta. Inegociável, o compromisso com a saúde e a segurança da comunidade acadêmica, num momento em que o país se aproxima dos 80 mil mortos pelo novo coronavírus.

Para Marcelo, nosso presente demanda respostas à pergunta de “o que podemos fazer?” A gestão vai mediar o exercício do debate democrático, em busca de encaminhamentos para urgências que já deveriam ter sido discutidas ou, pelo menos, direcionadas. “Levar ao embate as instâncias representativas dos segmentos acadêmicos não nos parece ser a estratégia mais apropriada a esse tempo. Devemos unir esforços para mitigar prejuízos e pensar, juntos, saídas possíveis, que nos tragam respostas que ainda não temos”, discorreu o reitor.

A reserva orçamentária para o pagamento de bolsas de tecnologia, que vão financiar acesso à internet para alunos em situação de vulnerabilidade social, bem como a manutenção das bolsas já custeadas pela Universidade, é compromisso para a garantia de permanência dos alunos em seu percurso formativo. “Consideramos que essas bolsas ganharam outra dimensão nesse cenário pandêmico: tornaram-se bolsas sociais, promovendo transferência de renda para várias famílias”, considerou Marcelo.

Outras soluções que despontam para problemas levantados pelos representantes sindicais presentes à reunião já estão em andamento. Em relação à disponibilidade de equipamentos para trabalho remoto dos técnico-administrativos, o professor Silvan Antônio Flávio, coordenador da graduação em Engenharia Elétrica e membro da Comissão, relembrou que o acautelamento de bens patrimoniais vem sendo feito desde março, quando foram suspensas as atividades presenciais na UFSJ. E o professor Afonso de Alencastro, pró-reitor adjunto de Pesquisa e Pós-Graduação, chamou a atenção para o voto favorável à adoção do ensino remoto emergencial, na assembleia realizada na última segunda, 13, pela associação sindical.

A primeira reunião do Conep, cuja composição acaba de ser reconstituída por meio de eleições no último dia 9, está agendada para quarta-feira, 22.


Publicada em 18/07/2020
Fonte: ASCOM

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