Comitê de Enfrentamento publica cartilha com orientações sanitárias

O Comitê de Enfrentamento à Covid-19 UFSJ desenvolveu cartilha com instruções básicas de segurança sanitária, no intuito de diminuir os riscos aos quais a comunidade acadêmica está exposta diariamente, durante a pandemia. Prevenção à Covid-19 em ambiente de trabalho apresenta orientações individuais que podem ser aplicadas tanto no ambiente doméstico quanto no ambiente laboral.

O conteúdo foi elaborado com foco em incentivar as pessoas a redobrarem os esforços e evitarem a contaminação e a disseminação do vírus, uma vez que o Brasil registra um número ainda crescente de casos da doença. Em todo o país, os números oficiais apontam para mais de 2 milhões de pessoas infectadas, transposta a marca de 80 mil óbitos, número tão expressivo que supera em quase quatro mil casos a capacidade do Maracanã, por exemplo.

Representante técnica no Comitê e organizadora da cartilha, Ana Flávia de Abreu, formada em Nutrição, trabalha no Campus Sete Lagoas. Para ela, a pandemia impôs uma nova realidade a todos, exigindo mudanças de hábitos e rotinas. “As pessoas ainda têm muitas dúvidas sobre como devem se portar para minimizar os riscos de contaminação”, afirma, revelando uma das motivações para a criação do material. As ilustrações da cartilha foram criadas pelo PET Conexão de Saberes DPCFC, do Campus Alto Paraopeba, Ouro Branco (MG).

Hábitos assimilados
Já é possível perceber a assimilação de alguns hábitos pela população, como o uso de álcool em gel e de máscaras de proteção. No entanto, é importante que cada pessoa fique atenta aos procedimentos de higienização de corpos e objetos.

A primeira seção da cartilha, intitulada Hábitos comportamentais, traz informações sobre o uso de máscaras e a assepsia das mãos. A máscara deve cobrir completamente boca e nariz, não pode ser compartilhada e tem que ser lavada imediatamente após o uso, com sabão ou cloro.

Há também dicas sobre a atual “etiqueta respiratória”, indicando a necessidade de cobrir a boca com um pano ou com o próprio cotovelo ao tossir ou espirrar, impedindo assim que as gotículas liberadas no ambiente se espalhem pelo ar. O ideal, contudo, é estar usando máscara em todas as situações de proximidade ou contato físico. Evitar se relacionar com pessoas do grupo de risco ou que apresentaram sintomas do novo coronavírus é igualmente essencial.

Cuidados no ambiente de trabalho
É preciso assimilar todas as informações e instruções transmitidas pelas instituições acadêmicas ou de saúde, além de identificar ações que devem ser tomadas para garantir a segurança sanitária no ambiente de trabalho, como escritórios, que reúnem diversas pessoas num local fechado.

De acordo com as recomendações, é necessário realizar todos os dias a higienização de estações de trabalho e áreas comuns, assim como de teclados, mouses e telas sensíveis. Os tradicionais bebedouros representam um risco sanitário nesse momento; copos ou garrafas de uso individual devem ser utilizados.

A cartilha também define o transporte público como outro tema sensível, dada a dificuldade de se manter o distanciamento social, a falta de ventilação e o número de pessoas em cada viagem. Como a maioria das pessoas não tem acesso ao transporte particular (seja de automóvel ou bicicleta), recomenda-se o uso de máscaras em todo o percurso, a higienização das mãos antes e depois de cada viagem e, enfim, a lavagem da roupa que se usou na rua.

“A Universidade é peça-chave nesse período de pandemia”, afirma Ana Flávia, elencando dois motivos principais. Primeiro, por ser a Universidade Pública referência em pesquisas científicas, que se tornam imprescindíveis para entender o comportamento do vírus. Segundo, porque pode dispor de sua infraestrutura física e capital intelectual para atender às demandas da população, caso da realização de testes de detecção da Covid-19 e da produção de álcool em gel.

As orientações presentes na cartilha podem representar mudanças significativas de hábitos, seja durante ou após a pandemia. Ana Flávia vê o uso adequado da máscara como a mudança mais difícil de ser adotada. “Gera certo desconforto, abafa a fala, dificulta a respiração. Para ajustar a máscara, as pessoas pegam onde não deveriam, colocam a máscara no queixo, entre outros manuseios inadequados.” 

João Vítor Bessa
Estudante de Jornalismo, estagia na Ascom


Publicada em 22/07/2020
Fonte: ASCOM

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