"O estudante que passa pela extensão torna-se um profissional mais qualificado"

Em abril deste ano, o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFSJ aprovou a Resolução 008, que regulamenta a extensão nos currículos dos cursos de graduação e, de forma facultativa, da pós. Mas o que isso representa para os alunos e os extensionistas em geral? Segundo a professora Olgamir Amancia (Unb/Forproex), que ministrou palestra e conversou com o público do Seminário Extensão em Encontros, na terça-feira, 25, trata-se de uma conquista histórica.

“Nós temos observado que os estudantes que passam por atividade de extensão universitária, que convivem nos programas, projetos, eventos, cursos, que incorporam essas dimensões, esses estudantes não saem os mesmos. Porque as atividades de extensão agregam valor à formação”, explica. A professora detalha que a Universidade, ao valorizar a extensão, está formando profissionais que dominam a técnica, mas também que se apropriam de suas condições humanas, ou seja, que desenvolvam “esse olhar sobre a realidade, que se perguntem por que no século XXI, com tanta tecnologia, voltamos a conviver com a fome.”

“A atividade de extensão é, acima de tudo, para democratizar a Universidade e contribuir para a realidade onde ela está inserida”, complementa.

O aperfeiçoamento do aluno acontece para além da questão humana. O estudante é convocado não apenas para aplicar um projeto de extensão, mas para conceber, participar da formulação, da reelaboração, da avaliação, do acompanhamento, explica Olgamir Amancia. “Ele é protagonista nesse processo. O estudante que participa dessas etapas vai se construindo um sujeito mais completo, um profissional com muito mais qualidade.”

Por tudo isso, a professora destacou a importância de conquistas como aquelas trazidas pela Resolução 008/2021/Conep. “A extensão como parte do currículo busca consolidar na Universidade o princípio da indissociabilidade ensino-pesquisa-extensão, mas acima de tudo um elemento para democratizar a nossa Universidade”. O crescimento da extensão, portanto, ocorre como “resultado de muita luta para que se tenha uma educação democrática”.

As conquistas são históricas. “São mais de 30 anos de lutas incessantes, dos pró-reitores de extensão que nos antecederam. Ao trazer para o currículo, estamos tirando a extensão da condição periférica para uma condição de centralidade. É o currículo que valida o conhecimento, é reconhecido pela sociedade, pelos professores, pelo mercado.”

O Seminário prossegue nos dias 26 e 27 de maio, sempre no canal do youtube da TV UFSJ.
 


Publicada em 26/05/2021
Fonte: ASCOM

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