Enfermagem: diferencial da UFSJ é a integração comunitária

Docentes e residentes de Enfermagem da UFSJ apoiam campanha de vacinação em Divinópolis

Promover a saúde cuidando das pessoas. Essa é a grande missão do profissional de Enfermagem, cuja data se comemorou no último dia 12. Cada vez mais indispensável nestes tempos de pandemia, o profissional de enfermagem tem um grande leque de atividades, desde aquelas mais simples, como fazer curativos e aplicar injeções, passando por atuar em serviços de emergência, acompanhar a evolução do quadro clínico e até liderar equipes.

Os locais onde os profissionais atuam são hospitais, clínicas ou serviços domiciliares. Os que atuam na saúde coletiva trabalham junto a comunidades, na prevenção de doenças ou em ações educativas.

A UFSJ oferece curso de graduação e de pós-graduação, em nível de mestrado acadêmico, em Enfermagem. Ambos funcionam no Campus Centro-Oeste (CCO), em Divinópolis (MG).

O Curso de Bacharelado em Enfermagem da UFSJ busca o desenvolvimento e a construção de habilidades e competências inerentes à formação crítico-reflexiva, indispensáveis ao pleno exercício da Enfermagem. As aulas são em horário integral, num período mínimo de nove semestres. A seleção é semestral, sendo oferecidas 40 vagas.

Já a Pós-Graduação, em nível de mestrado, possui duas linhas de pesquisa: Gestão, Organização e Avaliação em Saúde e Enfermagem e O Processo de Cuidar em Saúde e Enfermagem.

Diferencial

Para o coordenador do curso de bacharelado da UFSJ, professor Humberto Quites, o diferencial do curso da UFSJ é seu projeto pedagógico, que tem como base um currículo inovador, o qual visa a romper com o ensino tradicional hegemônico, segundo ele, “pautado na fragmentação entre as disciplinas, entre os diversos saberes, entre o ciclo básico e o ciclo profissional”. Para tanto, desde o primeiro período do curso, o estudante é inserido nos serviços de saúde que são campos de prática essenciais para entrar em contato com a comunidade, “conhecer os determinantes sociais de saúde ali presentes e, ainda, realizar, sob a supervisão do professor, atividades e procedimentos específicos do enfermeiro”, explica Quites.

O egresso da UFSJ pode atuar em diferentes segmentos do setor saúde, desde a assistência direta, seja ela individual ou coletiva, trabalhando em equipes multiprofissionais, ou passando pela gestão e organização dos processos que envolvem a prestação de serviço. “Além disso, o enfermeiro pode atuar como pesquisador, educador e ainda como profissional liberal, atendendo em consultórios particulares nos quais realiza consulta de enfermagem”, completa Humberto.

Por ser muito atuante, o corpo docente da área de Enfermagem desenvolve diversos projetos em várias áreas, seja de ensino e de educação para o trabalho, ou de pesquisa e extensão. Além destes projetos, o Campus Centro-Oeste, segundo o professor Humberto, está há mais de dez anos colaborando e influenciando o desenvolvimento regional em diversas frentes. “Além de movimentar a economia e o setor saúde, o campus fomenta a cultura, a cidadania, o intercâmbio de ideias e de conhecimento por meio de seus projetos, eventos e parcerias”, afirma.

Pós-graduação

O Programa de Pós-graduação em Enfermagem (PGENF) – mestrado acadêmico – existe desde 2014. Por ser considerado um programa recente, o mesmo busca se consolidar como uma iniciativa de sucesso e excelência na área de saúde coletiva. A seleção é anual e o mestrado pode ser integralizado entre 12 e 24 meses.

“O Programa assume como missão a realização de atividades no âmbito do ensino e da pesquisa, com vistas ao desenvolvimento social e em saúde local, por meio da formação de profissionais críticos e reflexivos, capazes de buscar soluções para as mais diversas questões da sociedade”, explica a coordenadora do PGENF, professora Eliete Albano de Azevedo Guimarães.

Além das duas linhas de pesquisa coerentes e amparadas nos grupos de pesquisadores, um conjunto de projetos de pesquisa e extensão financiados por agências como CAPES, CNPq, FAPEMIG, Ministério da Saúde e da própria UFSJ garantem uma intensa produção científica. De acordo com a coordenadora, nos últimos quatro anos, foram produzidos nada menos que 419 artigos para periódicos indexados.

O franco desenvolvimento do PGENF e o impacto positivo que vem provocando nos municípios da Região de Divinópolis (MG) podem ser identificados na descentralização do acesso à pós-graduação em enfermagem, na produção de pesquisa científica de qualidade, bem como na capacitação e qualificação das equipes de saúde dos municípios. Por outro lado, os pesquisadores deste programa mantêm atividades em parceria com instituições científicas de países como Portugal, Estados Unidos, Chile e Filipinas.

“Há mais de seis anos o PGENF tem formado Mestres, que por sua vez atuam em diversos campos da saúde, incluindo as áreas de saúde, educação ou pesquisa. Alguns egressos cursaram ou cursam o doutorado, atuam como docentes no ensino superior e profissionalizante, ocupam cargos de chefia e liderança em instituições de ensino e serviços de saúde públicos e privados e orientam alunos em pesquisas na pós-graduação stricto sensu e lato sensu e na graduação”, informa a coordenadora.

Pandemia

A importância do trabalho dos enfermeiros durante a pandemia, ganhou visibilidade por ser o profissional que, no ambiente hospitalar, presta assistência aos pacientes durante as 24 horas do dia, em todos os 365 dias do ano. “É um trabalho contínuo que envolve comprometimento, dedicação, qualificação e muito conhecimento técnico-científico”, explica o professor Humberto. Para ele, realizar o trabalho na linha de frente no combate à Covid-19, tem impactado na saúde mental dos profissionais, pois os mesmos estão vivendo um momento extenuante, com muitas mortes, além do medo da própria contaminação e a dos seus familiares.

Valorização

Os profissionais da enfermagem, sejam eles enfermeiros, técnicos ou auxiliares, são fundamentais em qualquer serviço de saúde, seja público ou privado. Mas para o coordenador do Curso de Enfermagem , os profissionais ainda não têm o reconhecimento devido e nem remuneração compatível com a complexidade das ações que desenvolvem. “É preciso que a enfermagem seja compreendida como uma prática social e como tal, imprescindível à toda sociedade”, conclui Quites.
 

Foto: Docentes e residentes de Enfermagem da UFSJ apoiam campanha de vacinação em Divinópolis


Publicada em 27/05/2021
Fonte: ASCOM

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