Evento comemora 10 anos da lei de cotas com presença de lideranças

Publicada em 22/09/2022 - Fonte: ASCOM

A fim de discutir o racismo no país, alunos do oitavo período de Comunicação Social-Jornalismo, promoveram nesta terça-feira, 20, no Campus Santo Antônio, o evento “Diálogos sobre racismo estrutural: vivência negra e a importância da política afirmativa de cotas raciais”. A palestra faz parte de uma série de encontros promovidos pela disciplina Seminário III, ministrada pela professora do Departamento de Comunicação Social (DCOMS), Filomena Maria Avelina Bomfim.

A palestrante, a jornalista e roteirista e editora-assistente das revistas Gênero e Número e Capitolina, Vitória Régia da Silva, apresentou dados da implementação da Lei 12.711/2012 (Lei de Cotas), fruto da luta do movimento negro. Vitória Régia reforçou a importância de falar sobre o tema, "estamos em um momento de revisão das ações afirmativas, e é de extrema necessidade olhar para as questões socioeconômicas, que se fazem necessárias na manutenção dos alunos cotistas.”

Também participou do debate o jornalista e midiativista, Dell Ribeiro, que integra o movimento negro em São João del-Rei e atua no grupo de pesquisa, ensino e extensão TUGU-NÁ. O jornalista falou de como a lei de cotas raciais tem sido um divisor de águas na vida da população pobre, preta e periférica: “A política não beneficia somente aos estudantes, mas também a família e sua estrutura saindo de um status de subalternidade.”

O evento contou ainda com a presença remota da economista e pedagoga, Isis Pereira Barbosa, que atua na área de desenvolvimento, educação corporativa, diversidade e inclusão em multinacionais. Em seus 36 anos de atuação no meio empresarial, Isis, faz uma reflexão quanto à lei de cotas: "Quando eu fazia parte da equipe executiva do McDonald 's, vi que era a única mulher e negra, então fui estudar sobre o tema. Ou seja, os negros escravizados foram libertos, porém não tínhamos acesso ao trabalho, educação, saneamento básico e isto reflete até a atualidade.”

A pró-reitora de Ensino e Graduação (PROEN), Elisa Tuler de Albergaria e o integrante da comissão de heteroidentificação, Rafael Nonato, também estiveram presentes.

O próximo debate sobre o racismo estrutural acontece em outubro, dando continuidade à comemoração dos dez anos da Lei de Cotas.