O peso das coisas, de Fausto Oliveira, em cartaz na Baronesa

Publicada em 18/01/2023 - Fonte: ASCOM

A exposição O peso das coisas fica aberta à visitação no Centro Cultural UFSJ (também conhecido por Solar da Baronesa) até 26 de fevereiro. Fausto Oliveira, aluno do curso de Artes Aplicadas da UFSJ, se utiliza da pintura para revisitar e impulsionar personagens, tópicos e personas, e suas implicações na formação de seu repertório imaginário e visual. O peso mostra também sua capacidade de conservar a serenidade frente ao sombrio.

O artista plástico tem 25 anos, é natural de Andrelândia, e começou seu trabalho em 2011, centrado na restauração e conservação da arte sacra. Hoje, tem ateliê em São João del-Rei. Siga aqui se Instagram profissional.

Em entrevista, Fausto Oliveira fala sobre os destaques da exposição.

Quais são os temas da exposição?
A exposição reúne pequenas séries de trabalhos que, em conjunto, representam elaborações acerca de temas recorrentes em meus estudos, que giram em torno de mitologias, religiões, história da arte, antropologia, ideologias e cultura pop.

Como caracteriza suas obras?
Caracterizo minhas obras como uma mistura: de humor ácido a análises mais sérias, reflexões pessoais a consensos públicos, do ingênuo ao vulgar. Usando a pintura como forma de revisitar e anabolizar tópicos, personagens e personas, e suas implicações na formação do repertório imaginário e visual.

Por que O peso das coisas?
O nome é referência a uma música homônima da banda Pato Fu. Ela remete a uma análise intestina do que me forma, visitando grandes mestres com escárnio, temas solenes com desdém, o desconhecido com ingenuidade e o banal com paixão.

Descreva seu processo criativo?
Minhas atuais áreas de interesse incluem Psicanálise, Filosofia, Antropologia e cultura pop. Meu processo criativo, então, trabalha com a convergência desses tópicos, sendo a pintura uma das ferramentas que utilizo para revisitar temas, períodos históricos, mitos, personagens e personas.

O que a arte significa para você?
A arte, pra mim, é uma categoria histórica que se constitui a partir do deslocamento de conteúdos sócio-históricos já decantados. Um termo que tem mais força como adjetivo circunstancial do que como substantivo. Assim como Nietzsche outrora nos instigou a “filosofar com um martelo”, aqui convido a uma sessão iconoclasta.