1 - Você faz: vem colaborar!
A Capes está coordenando o maior mapeamento da comunidade científica brasileira. O Censo da Pós-Graduação stricto sensu, realizado anualmente, é uma iniciativa que tem por finalidade subsidiar a tomada de decisões e a formulação de políticas públicas, com ênfase especial em ações afirmativas e inclusivas, contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG).
Se você está matriculado em algum curso de pós-graduação no país; se é docente; pesquisador em estágio pós-doutoral; e coordenador de programas de pós, com vínculo vigente na Plataforma Sucupira até a data de registro prevista no cronograma, deve preencher, até 26 de fevereiro, o formulário eletrônico disponível neste link.
Esse documento foi especialmente pensado para você. Cada grupo de respondentes recebe um formulário adaptado ao seu perfil e às suas atividades acadêmicas, composto por perguntas de múltipla escolha com definições e orientações para garantir a correta interpretação. Saiba mais.
2 - Especialização I: Estatística Computacional Aplicada
Até dia 23, o Departamento de Estatística, do Instituto de Ciências Exatas da UFMG, recebe inscrições, via Fundep, para a seleção de candidatos ao Curso de Especialização em Estatística Computacional Aplicada, na modalidade a distância. Para participar, é necessário ter diploma de graduação.
Com aulas aos sábados, das 8h às 17h, previstas para começar em 7 de março, a especialização busca capacitar profissionais que saibam interpretar a crescente demanda atual por informação, por meio da coleta e análise de dados, a fim de postular, refutar ou validar hipóteses científicas sobre um fenômeno observável.
R$ 60 é o valor da taxa de inscrição. Os documentos solicitados no item 3.2 do edital serão encaminhados diretamente por meio deste formulário. Dúvidas: especializacaoestatistica@est.ufmg.br.
3 - Especialização II: Ciência de Dados
Outra oferta para a formação de profissionais dessa área que está em expansão tanto no mercado quanto na pesquisa acadêmica vem da UFOP. Com 100 vagas para graduados e carga horária de 360 horas, a especialização em Ciência de Dados, também a distância, se organiza em módulos que abordam estatística, programação, análise de dados, aprendizado de máquina e inteligência artificial.
O processo seletivo será feito por meio da análise de carta de motivação e do currículo. As inscrições podem ser feitas até 1º de fevereiro, as aulas começando em 7 de abril. Mais informações: poscienciadedados.ufop.br e (31) 97261-1126.
4 - Desigualdade faz mal à saúde
A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, publicou artigo em que analisa dados do relatório do Conselho Global sobre Desigualdades, Aids e Pandemias, ligado ao Unaids/ONU. O documento mostra que as desigualdades não são apenas resultado das crises sanitárias, mas ajudam a torná-las mais frequentes, letais e prolongadas. As evidências reunidas revelam o círculo vicioso: desigualdades internas e globais ampliam a vulnerabilidade das sociedades. E pandemias reforçam essas mesmas desigualdades.
Educação, renda, moradia e condições ambientais definem os grupos mais atingidos pelas emergências. No Brasil, pessoas sem educação básica tiveram probabilidade até três vezes maior de morrer por covid-19 do que aquelas com ensino superior. As mulheres, principalmente as mulheres pretas, perderam mais seus empregos, ao mesmo tempo em que enfrentaram elevação alarmante da mortalidade materna. Em março de 2022, 10,7% das mortes por covid-19 eram contabilizadas no Brasil, apesar de representarmos 2,7% da população mundial – uma proporção quatro vezes maior que a média mundial.
Todavia, a despeito dessa gestão desastrosa da pandemia, a pesquisadora ressalta como as políticas sociais brasileiras se apresentam como modelos para o mundo, seja pela universalização do acesso à saúde promovida pelo SUS, seja pela revalorização do Bolsa Família. “Romper o ciclo desigualdade-pandemia não é somente uma escolha, mas um imperativo ético e prático para garantir a segurança sanitária global. A dimensão biológica das pandemias é evidente, mas as dimensões social, política e fiscal ainda são subestimadas. Ignorar desigualdades é perpetuar riscos quanto a futuras pandemias e impedir que doenças como HIV/Aids e tuberculose sejam finalmente superadas.”
Última atualização: 08/01/2026