Professora Visitante
Profª Drª Beatriz Azevedo beatrizazevedo@ufsj.edu.br
 
Artista criadora transdisciplinar. Pesquisadora Conhecimento Brasil 1 CNPq. Professora Visitante no Programa de Pós Graduação Artes Cênicas UFSJ. Membre Associé du Centre de Recherches Crepal SORBONNE NOUVELLE. Visiting Scholar NEW YORK UNIVERSITY Tisch Arts. Doutora Artes da Cena UNICAMP, Mestre Literatura Comparada USP. Realizou 3 Pós Doutorados: SORBONNE PARIS IV, NEW YORK UNIVERSITY, UNICAMP. Integra o Instituto de Estudos Avançados (IdEA) Unicamp, e o Grupo Transdisciplinar de Pesquisas em Artes, Urbanidades e Sustentabilidade. Estudou Música no MANNES COLLEGE OF MUSIC NEW YORK (USA), Teatro e Dramaturgia na SALA BECKETT Barcelona (Espanha). Participou da Fapesp Interdisciplinary School for Postdoctoral Researchers 2024. Recebeu o prêmio CITÉ INTERNATIONALE DES ARTS residência artística Paris 2023/2024. Venceu diversos prêmios como VIRTUOSE Ministério da Cultura, PRÊMIO PESQUISA DE LINGUAGEM CÊNICA Secretaria da Cultura SP, PRÊMIO PETROBRÁS CULTURAL, INTERAÇÕES ESTÉTICAS Funarte, PRÊMIO ESTÍMULO ESPETÁCULOS TEATRAIS E MUSICAIS. Autora dos livros ANTROPOFAGIA PALIMPSESTO SELVAGEM (Cosac Naify) prefácio de Eduardo Viveiros de Castro; TRANSMATRIARCADO DE PINDORAMA Modernismos 1922-2022 (Cia das Letras 2022); ANTROPÓFAGO MANIFESTO in Práticas da devoração a partir de Oswald de Andrade (Peter Lang Publishers, Berlim 2021); A CIDADE COM LACAN CINEMA E LITERATURA (Escola Bras. de Psicanálise); ABRACADABRA (Demônio Negro 2019) prefácio de Zé Celso, IDADE DA PEDRA prefácio Jorge Mautner e PERIPATÉTICO (Ed. Iluminuras); DUSIE 21 THE CONTEMPORARY BRAZILIAN POETRY (Dusie Press, San Francisco USA); POETAS CONTEMPORÂNEAS DO BRASIL (Unicamp 2021); etc. Traduziu Jean Genet e Bernard-Marie Koltés, publicado no livro TEATRO DE BERNARD-MARIE KOLTES (Hucitec). 
 
Em 2025 participou da Saison France-Brésil em Paris, ministrou conferência no Cycle des Hautes Études de la Culture a convite do Ministère de la Culture France, e atuou na Fondation Gulbenkian en France. Convidada pela Princeton University (USA) criou e dirigiu NOW CLARICE resultando no espetáculo teatral/musical, documentário audiovisual de 58' (SescTv) e álbum CLARICE CLARÃO. Estreou o espetáculo ACROBEAT em Paris ao lado da atriz Franco-Portuguesa Maria de Medeiros. Comissionada pelo Lincoln Center criou ANTROPOPHAGIA no palco do Walter Reade Theatre de Nova York. Apresentou na Sorbonne Université ANTROPOFAGIA, MÚSICA E PERFORMANCE 2023; Ministrou Aula Magna Puc Rio, na Tulane University New Orleans (USA). Participou de Art Anthropophagie Aujourdhui Paris. Atua profissionalmente como Dramaturga, Poeta, Diretora, Performer, Cantora e Compositora. Dirigiu e contracenou com Maria Alice Vergueiro, Matheus Nachtergaele, Maria de Medeiros, Lucélia Santos, Zé Celso, Rosi Campos. Atuou no Teatro Oficina dirigida por Zé Celso em espetáculos como Ham-Let (Ofélia), Bacantes (Corifeia). Encenou e compôs trilha musical para textos de Bernard-Marie Koltès, Bertolt Brecht, Clarice Lispector, Hilda Hilst, Jean Genet, Oswald de Andrade, Pagu, Maiakovski, e sua própria dramaturgia. Atuou com diretores como Aderbal Freire Filho, Celso Nunes, Cibele Forjaz, Marcio Aurélio, Zé Celso. Gravou 6 discos autorais: CLARICE CLARÃO com Moreno Veloso, Maria Bethânia, texto de Caetano Veloso; A.G.O.R.A; AntroPOPhagia ao vivo em Nova York; ALEGRIA (Biscoito Fino / Discmedi Europa); MAPA-MUNDI [SAMBA AND POETRY] e BUM BUM DO POETA, Natasha Records/ Nippon Crown Japão. Suas músicas foram gravadas por Adriana Calcanhotto, Matheus Nachtergaele, Moreno Veloso, Tom Zé, Vinicius Cantuária, Zélia Duncan, Zé Celso. Apresentou-se em Festivais Internacionais como Womex, Nublu Jazz NYC, Lincoln Center, CMJ Music Marathon Film Festival NYC, MoMa Museum of Modern Art, Femmes du Monde Paris, Mirada Festival Ibero-Americano, Popkomm Festival Berlim, Dunya Festival Rotterdam, Copa da Cultura Berlim, Verizon Music Festival NYC.
 
 
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Áreas de atuação:
• Teatro, Literatura, Performance, Música, Audiovisual.
• Pesquisas teórico-práticas e processos de criação
• Modos de produção de conhecimento conectados às práticas artísticas, ecopoéticas, rituais e políticas.
• Invenção de linguagem atravessando as fronteiras entre gêneros, performance, música, poesia e audiovisual.
• Diálogo intercultural transnacional.
• Antropofagias contra-coloniais.
 
Palavras-chave:
Performance, Atuação, Encenação, Música em cena, Antropofagia.
 
Linha de Pesquisa:
Performance, Processos e Poéticas Artísticas
 
Disciplina ministrada 2026/1: Seminário Temático
Antropofagias, Perspectivismos e Performances
Linha Performance, Processos e Poéticas Artísticas
 
A disciplina Antropofagias, Perspectivismos e Performances investigará como
a visão contra-colonial da Antropofagia, do pensamento e das práticas Indígenas
podem enriquecer o campo das Artes da Cena e da Performance, a partir de
epistemologias do hemisfério Sul.
 
Antropofagias, Perspectivismos e Performances
Adotando a noção ampliada de teatro expandido, que inclui e incorpora as
multiplicidades de atuação e compreensão dos fenômenos estéticos e políticos das artes
da cena, investigaremos a Antropofagia, enquanto ritual ameríndio e conceito filosófico
elaborado no Brasil, que vem se expandindo mundo afora. A Antropofagia, como afirmo
há vários anos, é anterior e precursora das reflexões decoloniais e descoloniais em pauta
ultimamente, constituindo-se, desde o princípio, como uma proposição contra-colonial
nascida no Brasil a partir das cosmovisões indígenas, que questiona a centralidade do
cânone eurocêntrico e ocidental, e abre espaço para novas perspectivas cosmopolíticas
do mundo contemporâneo, em relação com a natureza e múltiplas experiências
performáticas e ecopoéticas. Através do estudo de obras de Ailton Krenak, Anthony
Seeger, Beatriz Azevedo, Bruce Albert, Davi Kopenawa, Eduardo Viveiros de Castro,
Emanuele Coccia, Hal Foster, Hélène Clastres, Judith Butler, Manuela Carneiro da Cunha,
Marilia Librandi, Oswald de Andrade, Paul Zumthor, Tania Stolze Lima, Zé Celso Martinez
Correa, entre outr@s, investigaremos como a visão contra-colonial da Antropofagia, do
Perspectivismo Ameríndio, do pensamento e das práticas Indígenas, podem enriquecer o
campo das Artes da Cena e da Performance, a partir de epistemologias do hemisfério Sul.


 

 

 


Última atualização: 31/08/2026