Estágio Supervisionado


 
O Estágio Supervisionado compreende um componente curricular especial para a formação dos/as futuros/as professores/as de Química. Sob o aspecto legal, foi definido na legislação federal da Lei de Diretrizes e Bases da Educação 9394/96 e nos atos normativos desta originados. Mais do que um componente curricular de aprendizagem acadêmica, o estágio é também um instrumento que viabiliza a extensão universitária1, ou seja, uma ação social que tem mão-dupla entre a universidade e as escolas da educação básica, na qual ambas se beneficiam no estabelecimento de relações entre a teoria e a prática.
 

De acordo com a Resolução CNE/CP 002, de 19 de fevereiro de 2002, o Estágio Supervisionado deve ser ter duração mínima de 400 horas e realizado a partir da segunda metade do curso. A partir desta Resolução, esse componente curricular adquiriu um status diferenciado nos cursos de formação de professores, correspondendo a aproximadamente 14% da carga horária total mínima exigida para integralização.

No curso de Química da UFSJ o Estágio Supervisionado é desenvolvido em diferentes fases:
1- Conhecendo as escolas da educação básica e os seus trabalhadores (o que existe em termos de recursos físicos, materiais e humanos);
2- Observando as aulas de Ciências e de Química nas escolas (como são as aulas);
3- Lecionando (planejando e desenvolvendo aulas);
4- Desenvolvendo e inserindo materiais instrucionais produzidos na universidade nas aulas (articulação com as unidades curriculares Prática de Ensino e com a inovação pedagógica);
5- Socializando experiências com os pares (troca de experiências entre os estagiários);
7- Desenvolvendo projetos de pesquisa educacional (identificação de problemas, levantamento de dados e análise) e
8- Elaborando relatórios de estágio (descrição e análise das atividades desenvolvidas nas escolas).

Ao se inscrever na unidade curricular Estágio Supervisionado, os/as acadêmicos/as deverão elaborar um projeto de estágio e discuti-lo com o docente orientador de estágio – um professor da universidade com  experiência e qualificação na área da educação em ciências. Para isso, os/as estagiário/as deverão procurar uma escola da educação básica e estabelecer um contato com a direção e os professores, de modo a identificar quais são as necessidades da escola e dos alunos e quais são as expectativas em relação ao estágio, além de definir um professor orientador para o processo. A partir da conciliação de interesses e necessidades é que o estágio é desenvolvido na escola, com o acompanhamento do docente orientador de estágio, na universidade, e do professor supervisor de estágio, na escola. Tal acompanhamento se dá por meio de encontros periódicos, individuais ou coletivos, nos quais se discutem problemas e dificuldades, propostas de trabalho, a natureza das aulas e o trabalho dos professores, o planejamento e o desenvolvimento de aulas e a realização de projetos nas escolas.

É muito importante que os/as acadêmicos/as percebam o quanto é importante o acompanhamento e a troca de idéias com o docente orientador de estágio, de modo a garantir uma formação reflexiva e um melhor aproveitamento de suas transições pela educação básica. No curso de Química, o estagiário não é visto como um mero receptor de conhecimentos, mas como um indivíduo que é capaz de oferecer contribuições significativas para a transformação da escola e a melhoria da qualidade do ensino.

O ensino de ciências compreende hoje um campo de estudos e atividades que reúne pesquisadores e educadores em todo o mundo, sendo considerado como uma área estratégica básica para o desenvolvimento científico e tecnológico das nações. Desde a sua implantação nos currículos escolares de todo o mundo, vem se observando inúmeros problemas e a realização de pesquisa científica para a compreensão dos mesmos e sugestão de caminhos. No Brasil destacam-se a criação da área de pesquisa em Ensino de Ciências e Matemática em Setembro de 2000 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior-CAPES/MEC, e a criação de uma divisão de Ensino de Química pela Sociedade Brasileira de Química-SBQ (ver em http://sbqensino.foco.fae.ufmg.br/qnesc), que desde a década de 90 vem atuando na divulgação de experiências, informações, resultados de pesquisas e atualidades sobre a Química e o seu ensino, por meio da revista Química Nova na Escola.

Considera-se fundamental aproximar os estagiários do curso de Química, grau acadêmico licenciatura, dos problemas relativos ao ensino e à aprendizagem em Química, na perspectiva de se familiarizarem com as pesquisas na área e de atuarem sobre os problemas de modo a formar educadores reflexivos sobre o próprio ensino e a aprendizagem dos alunos.

Prof. Dr. Paulo César Pinheiro
Docente Orientador de Estágio do curso de Química

 

Regulamento do Estágio Supervisionado

Formulário de Inscrição

Modelo de Relatório

Ficha de Resultado de estágio

1. Plano Nacional de Extensão Universitária. Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras e Secretaria do Ensino Superior/MEC, 2000.