ESTUDO DA CORROSÃO SOB TENSÃO EM LIGAS DE ALUMÍNIO,
COM DEFORMAÇÃO CONSTANTE

10.29327/1461105.12-10

 

 

Victor Santos Serpa 1*, Eduardo Miguel da Silva 1, Alex Sander Chaves da Silva 1e Vinicius Augusto Diniz Silva 1

1Universidade Federal de São João del Rei - (UFSJ), Demep,Praça Frei Orlando, 170 - Centro, São João del Rei - MG, 36307-406

*Autor correspondente: victorsantosserpa@yahoo.com.br

 

RESUMO

Dentre as formas de corrosão, o fenômeno de corrosão sob tensão (CST) é considerado uma das formas mais críticas  com relação a deterioração dos materiais. Este fenômeno ocorre quando um material susceptível geralmente ligas que sofrem passivação estãosujeito a uma ação conjunta de tensões mecânicas (tensões trativas aplicadas ou residuais) e um meio corrosivo específico. Este fenômeno tem sido um dos grandes problemas a que estão sujeitas soldas de aços inoxidáveis austeníticose ligas de alumínio em meios contendo cloretos quando submetidos às altas temperaturas. Percebe-se também que as ligas de ferro- fundido principalmente as camisas dos motores de combustão interna, normalmente associados a formação de ácidos, com sulfúrico e nítrico nesses ambientes também estão sujeitos a CST.  Portanto este trabalho tem como objetivo de fazer um estudo da corrosão sob tensão em ligas de alumínio com deformação constante, utilizando-se de estudos recentes, gerando conhecimento atualizado através da análise do efeito de diferentes tensões aplicadas em corpos de prova de alumínio em um meio corrosivo contendo concentrações salinas em torno de 30%. Os corpos de prova foram preparados com deformação constante e mantidos em teste à temperatura ambientee àtemperatura de 106° C, Assim nota-se que a CST  por  sua vez, é fortemente  influenciada pelos fenômenos metalúrgicos que ocorrem durante a soldagem ou durante o tratamento térmico pós soldagem dos componentes importantes indústrias, com destaque para as  indústrias químicas e petroquímicas. Nesse sentido, dentre os vários tipos de ensaios propostos para o estudo da CST, utilizou-se neste trabalho ensaios de deformação constante. Assim a análise dos resultados após o teste de CST com deformação constante observou-se microtrincas transgranulares e intergranulares no material além de pites de corrosão . Podendo concluir que existe uma correlação entre a tensão aplicada, tamanho das microtrincas e a suas quantidades por mm2.

 

Palavras-chave: Corrosão sob tensão, Ligas de alumínio, Microestrutura


Última atualização: 06/01/2025