FABRICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE ESPUMAS VISCOELÁSTICAS POLIURETANAS A BASE DE ÓLEO DE MAMONA

10.29327/1317088.11-13

André Alves Guimarães (1), (andre.guima2001@hotmail.com)
Luiza Fernandes Soares (1), (fernandesluizasoares@gmail.com)
Alberto Jorge Baeza Campuzano (1), (baezacaljo@gmail.com)
Tulio Hallak Panzera (1), (panzera@ufsj.edu.br)

 

(1) Universidade Federal de São João del Rei (UFSJ) - DEMEP - Praça Frei Orlando, 170 - São João del Rei

 

RESUMO: As indústrias enfrentam desafios significativos no desenvolvimento de novos produtos alinhados às demandas sustentáveis, com o intuito de reduzir os impactos ambientais e promover uma economia circular. As espumas sintéticas são amplamente utilizadas em diversos projetos de engenharia, mas uma alternativa viável é o uso de espumas provenientes de fontes renováveis. Este estudo visa o desenvolvimento de uma espuma poliuretana viscoelástica biodegradável, composta por dois polióis (RD70-B e AGT 1315-B) e um pré-polímero (RD70-A), todos derivados do óleo de mamona. No processo de pesquisa, duas composições atenderam aos critérios desejados: as espumas M2 (com 30% de RD70-A, 40% de RD70-B e 30% de AGT1315-B) e M3 (com 30% de RD70-A, 50% de RD70-B e 20% de AGT1315-B). Foram realizadas análises das espumas viscoelásticas quanto à taxa de expansão, densidade e módulo de compressão. Tanto M2 quanto M3 demonstraram propriedades semelhantes, incluindo uma densidade de 0,24 g/cm³, microestrutura e recuperação de 100% após o ensaio de compressão. No entanto, M2 exibiu uma taxa de expansão superior em comparação com M3. Além disso, o módulo de compressão da condição M3 (157 kPa) superou o de M2 em 17%. Portanto, foi possível desenvolver e caracterizar algumas propriedades físicas e mecânicas de uma espuma biodegradável e viscoelástica, um material que está ganhando crescente destaque no mercado global.

 

PALAVRAS-CHAVE: Espuma visco-elástica, biodegradável, óleo de mamona, ensaio de compressão.


Última atualização: 25/11/2023