CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS DE CORROSÃO EM AMBIENTES COM CO2

10.29327/1317088.11-7

Bárbara Lana de Resende (1), (barbaralanarc@gmail.com)
Rhuan Costa Souza (1, 2), (rhuanmecufsj@gmail.com)
Alysson Helton Santos Bueno (1), (alyssonbueno@ufsj.edu.br)

 

(1) Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) – DEMEC – São João del-Rei (MG)
(2) Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (CEFET-MG) – DCM – Leopoldina (MG)

 

RESUMO:      Os dutos de exploração utilizados pela indústria de óleo e gás frequentemente transportam fluidos ricos em contaminantes corrosivos, como o gás dióxido de carbono (CO2). Esse gás é responsável pelo mecanismo de corrosão denominado de Sweet Corrosion, o qual é causa de cerca de 60% das falhas relatadas nesse setor industrial. No mecanismo de corrosão por CO2 pode ocorrer a formação de produtos de corrosão com características protetivas, de modo a reduzir a taxa de corrosão do material. Entretanto, a precipitação, estabilidade e capacidade protetiva desses filmes pode ser afetada por fatores como a temperatura e a presença de sais na solução. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é avaliar a influência da temperatura e da concentração de íons cloreto na formação de filmes de produtos de corrosão sobre a superfície de amostras de aço carbono API X65, em ambientes com CO2. Para isso, ensaios foram realizados em uma autoclave sob pressão de 5 bar de CO2, temperaturas de 25°C ou 120°C e concentração de 600 ppm de íons cloreto, sendo que à temperatura de 120°C também foi avaliada a concentração de 60000 ppm desses íons. Os ensaios tiveram duração total de 48 horas. Anteriormente à realização dos ensaios, a caracterização da microestrutura do aço API X65 foi realizada através da Microscopia Óptica. Após a realização dos ensaios, as amostras foram caracterizadas através da técnica de Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV) com a finalidade de verificar se houve a formação de produtos de corrosão sobre a superfície metálica, bem como analisar a morfologia dos filmes formados. Os resultados mostraram que a formação de filmes de produtos de corrosão é favorecida em temperaturas elevadas, uma vez que na condição ensaiada à temperatura de 25°C não houve formação de filme, enquanto nas condições ensaiadas à temperatura de 120°C foram observados cristais com morfologia semelhante ao carbonato de ferro (siderita), produto de corrosão característico da sweet corrosion. Além disso, verificou-se que a concentração de íons cloreto influenciou na morfologia dos cristais de siderita precipitados sobre a superfície metálica na temperatura de 120°C, de modo que na condição ensaiada com 600 ppm de íons cloreto os cristais de carbonato de ferro fossem maiores do que os cristais formados na condição ensaiada com 60000 ppm.

 

PALAVRAS-CHAVE: sweet corrosion, produtos de corrosão, temperatura, cloreto. 

 

Última atualização: 25/11/2023